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Na semana passada me deparei com um video que achei bastante interessante no canal do ArtStation.

É uma apresentação de pouco mais de 10 minutos entitulada “Unleash the Artist” (libere o artista) com  Ryan Kingslien, artista e professor que possui longa carreira na área de entertainment art, onde destacamos o cargo de product manager na Pixologic, em 2004, dando consultoria de ZBrush para empresas como ILM, Sony Pictures Imageworks, Bungie Studios, Ubisoft and Electronic Arts, ajudando a integrar a escultura digital nas suas linhas de produção.

Mas voltando ao ponto, o que me chamou a atenção nesse video foi sua abordagem com relação ao desenvolvimento do artista. Não é uma teoria exatamente nova ou original, afinal, alguns livros mais focados em administração e desenvolvimento pessoal tratam desse modelo, mas trazer essa discussão para o universo dos artistas em desenvolvimento, é algo que não se vê muito por aí.  E justamente por isso quis trazer para a discussão.

O pergunta chave do video é: Que tal desenvolver mais suas forças do que suas fraquezas?

É bem comum quando se pergunta para um estudante o que ele precisa pra se tornar um artista muito melhor, ouvirmos como resposta uma lista de coisas onde ele é fraco e precisa melhorar, como por exemplo anatomia, perspetiva, desenho, e etc., mas raramente o foco recai naquele ponto no qual ele já tem maior conhecimento, habilidade ou facilidade. Essas características, mesmo sendo as mais fortes, são sempre deixadas para desenvolver “depois” de melhorar todo o restante.

Interessante, não?

Segundo Ryan desenvolver exatamente o que você já tem de mais forte, fará com que todo o resto seja desenvolvido junto, mesmo que de forma mais lenta ou gradual. Dessa forma, você faz uso de todo o potencial que já possui para alavancar o que já é bom para um nível realmente diferenciado e profissional, onde seu trabalho começa a ser notado pelo público e sua carreira começa a decolar . Ou seja, sua carreira se constrói com base naquilo que você tem de mais forte, e não o contrário.

E em teoria, se algo é mais forte em você, deve ser natural, ou seja, um talento nato. Portanto, seria nesse rumo que “seu barco” deveria navegar.

De outro modo, fazendo uso do modelo onde você tenta desenvolver primeiro suas fraquezas – que normalmente tendem a ser bem mais numerosas  –  para só depois trabalhar suas forças, fará com que você gaste muito mais tempo nesse processo.

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Bom, claro que existem pessoas e pessoas. Alguns se dão melhor em determinado modo de aprendizado que outros, e dependendo de qual seja seu objetivo como artista, o conhecimento dos fundamentos ainda é um grande diferencial.

Um ponto bastante interessante para uma discussão, não?

Confira o video:

 

VISITE:  Ryan kingslien

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